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Tombado comopatrimônio imaterial dacultura brasileira desde 2015, o mamulengo ganha agora uma exposição dedica à arte do teatro de bonecos. A ação, na verdade, é uma consequência do festival Sesi Bonecos do Mundo, que terminou no último dia 10. A mostra esteve em cartaz no Parque Treze de Maio, onde aconteceu o evento, e que não pôde ser vista por todos, já que ficou exposta por apenas dois dias. Agora, até o dia 19 de janeiro, os recifenses poderão conferir em detalhe a história do mamulengo, com direito a personagens que estão há mais de 100 anos de estrada.

O acervo possui cerca de 165 títeres raros. Boa parte deles de Magda Modesto, em memória, umas das maiores pesquisadoras brasileiras sobre o tema. Mas também estarão expostas verdadeiras relíquias cedidas por mestres mamulengueiros. “O boneco popular do brasileiro tem o mesmo DNA cultural das nordestinas e nordestinas desse país. É o fio misterioso na marionete é o cordão umbilical invisível e poderoso. Amarrado a nó cego pelas mãos marcadas do mestre mamulengueiro”, destaca a idealizadora do SESI Bonecos do Mundo e co-curadora da exposição Mamulengo: Patrimônio Imaterial Brasileiro.

O Teatro de Bonecos Popular traçou um olhar mais assertivo para os desafios do futuro e resgate da história. Fantoche de Petersburgo ou mamulengo de Pernambuco, a experiência deste patromônio é radical. Desde 2004, personagens e seus mestres encantam o Sesi Bonecos acompanhados por espetáculos teatrais de 19 países. “É um legítimo intercâmbio intercontinental de linguagem. Enriquecido de música, dança, fotografia, artesania, audiovisual, artes plásticas e literatura. Ocupação dos espaços públicos pelo público através da arte”, explica Lina.

Os visitantes poderão, ainda, acessar o aplicativo CO QUIZ, durante a exposição.  Uma forma lúdica de descobrir qual mamulengo seriam.