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A rotina de 24 cidades do interior mineiro passará por uma agradável alteração a partir do dia 25 de agosto. Estará em curso uma nova edição do Cine SESI Cultural. A proposta é levar cinema para cidades que nunca tiveram ou já não possuem salas de exibição em funcionamento. Com uma estrutura bem cuidada e acolhedora, alto padrão de qualidade de projeção e som, o projeto acontecerá em três noites de cada final de semana de 24 municípios até o dia 12 de novembro. O cine itinerante  é uma superprodução do SESI-MG. Ao ar-livre, com acesso amplo e gratuito.

Lina Rosa, curadora do projeto, observa que embora o interior inspire tanto o cinema brasileiro, ironicamente, não há mais cinema na maioria dessas localidades ou nunca existiu. “O projeto procura resgatar tanto enriquecedora experiência das sessões de cinema quanto a ocupação do espaço público pelo público através da arte”, enfatiza. As exibições acontecem prioritariamente em áreas de memória afetiva e histórica dos lugarejos, como o largo da igreja matriz, praças, ruas de casarios  e feirinhas de tradição.

Com direito a pipoca quentinha de graça e um elevado padrão de  qualidade técnica de som e imagem em alta definição, as projeções acontecem em uma tela de cinco metros de altura por doze de largura, no mesmo nível das melhores salas de exibição do País.

O Cine SESI Cultural já passou por quase 700 cidades do interior de 12 estados do País, algumas delas mais de uma vez, atingindo mais de cinco milhões de pessoas desde 2002 até hoje. “Gente que, na sua grande maioria, nunca tinha visto cinema na vida”, observa a curadora do projeto. Nesse ano, o Cine completa 16 anos de estrada e volta a Minas Gerais pela décima vez. Por aqui, já atingiu um público de mais de 550 mil pessoas, de 139 municípios. A escolha dos filmes prioriza trabalhos de excelência na forma e no conteúdo. Filmes brasileiro que estimulem a criatividade e inteligência do espectador.

O projeto ainda chama a atenção para a importância da reabertura ou abertura das salas de projeção, realizando diversas entrevistas que provoquem na cidade o sentimento de mobilização  para que isso aconteça. “Na realidade, o maior objetivo do Cine SESI Cultural é não precisar mais existir, uma vez que o cinema será parte do cotidiano das cidades do interior”, explica Lina Rosa.

Além das exibições, o projeto também contemplará quatro oficinas de animação stop motion e palestra temática. O resultado do trabalho é apresentado em formato de curta-metragem nas exibições itinerantes do projeto.

A curadora explica que o intercâmbio entre as escolas e o cinema também é estimulado a partir do convite de transformar a ida ao cinema em aula de campo, trabalhada em sala de modo multidisciplinar. Isso acontece através de um manual pedagógico sugerido pelo projeto, focado em um dos longas exibidos.

O Cine SESI se destaca também pela preocupação com a acessibilidade. As pessoas com deficiência auditiva serão contempladas pelas legendas disponíveis nos longas-metragens. Para atender aos portadores de deficiência visual, teremos voluntários responsáveis pela audiodescrição. O acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de mobilidade foi pensado de modo a facilitar a locomoção.

Rute Assis, gerente de cultura do SESI-MG, observa que o projeto está em sintonia com com a filosofia do Sistema FIEMG, através do SESI, tem atuado como agente transformador criando e promovendo programas que investem no aumento da qualidade de vida dos funcionários da indústria e de seus familiares.

“Os projetos realizados pelo SESI contribuem para a criação e manutenção de uma estrutura que dá suporte para o crescimento da produção industrial com responsabilidade, segurança e competitividade”, explica, ressaltando que  a área de Cultura da instituição desenvolve ações e projetos que atuam no desenvolvimento dos cidadãos, por meio do acesso à uma programação artística diversificada que possibilita uma experiência transformadora, como a proposta no Cine SESI.

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